Tempestades de relâmpagos vão ser cada vez mais frequentes em África

À medida que a temperatura da Terra aumenta, o continente africano vai ser palco de tempestades de relâmpagos mais frequentes e maiores, conclui estudo realizado por investigadores da Universidade de Tel Aviv.

Um raio atingiu, em 2011, uma escola primária no Uganda. Matou 20 crianças e feriu quase 100. Uma tragédia que ilustra bem como estes fenómenos naturais podem ser letais. É no continente africano que se encontram muitas das regiões do mundo com um elevado número de tempestades de relâmpagos, e no futuro a situação pode agravar-se. Tudo por causa das mudanças climáticas, avisam os cientistas.
O aumento da temperatura em África nas últimas sete décadas está correlacionado com maiores e mais frequentes tempestades de relâmpagos, descobriram os especialistas da Universidade de Tel Aviv numa investigação publicada em janeiro no Journal of Climate da Sociedade Meteorológica Americana.
Isto pode significar no futuro mais mortes, destruição e consequências económicas nesta parte do globo, diz Colin Price, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade de Tel Aviv e o autor principal do estudo. “O relâmpago é o assassino número 1 quando falamos de clima em países tropicais”, sublinha o investigador, citado pelo The New York Times .
Embora não haja registos organizados sobre as vítimas dos raios que atingem todo o continente africano, um estudo de 2018, que abrangeu oito países, calculou que todos os anos morrem 500 pessoas devido aos relâmpagos. Já a nível global, as estimativas variam de 6 mil a 24 mil mortes por ano, escreve o Vlenews.

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